Reboco. Que Areia Usar? grossa media ou fina

O reboco, ou emboço como preferem alguns, é o revestimento que irá determinar o acabamento de uma obra. É a “maquiagem” de qualquer serviço de construção. É uma das partes mais importantes da obra, pois como bem sabemos, é ele quem dá o toque final da construção. Ou seja, o aspecto definitivo da obra é a cara dele. 

Esses dados já seriam mais do que suficientes para que todos os cuidados sejam tomados ao executar um reboco, mas, infelizmente, não é isso o que ocorre. Nem sempre recebe a importância que lhe é devida. Seja por desconhecimento, seja por economia, ou, seja por desleixo. A preocupação é a de “terminar” a obra e poder entregar ao proprietário. Não importa como ficou, nem qual a resistência e durabilidade do reboco. 

Por que toda essa importância dada ao reboco? Porque é ele quem esconde todos os defeitos (erros) que comumente aparecem no levantamento das alvenarias. 

Mas, falávamos em “toque final”, beleza, aspecto e agora falamos em resistência e durabilidade? Essa é a questão. 

A resistência está diretamente ligada ao tipo de areia e traço (medida) utilizado e quem deve indicar esses parâmetros é o profissional (engenheiro ou arquiteto) responsável pela obra, mas usualmente não é isso que ocorre. Recorre-se quase sempre à “experiência” do pedreiro, sem pensar que a responsabilidade final é do profissional. 

Ele serve também para dar proteção externa às paredes, sejam elas de que material forem – tijolo comum, tijolo furado, bloco de concreto, etc – evitando infiltrações da chuva que porventura possam vir a prejudicar a vida útil do material e mesmo prejudicar a saúde do morador. 

Em virtude disso é muito importante dar o devido cuidado à execução do reboco. Principalmente na dosagem dos aglomerantes (cimento e/ou cal) e na qualidade dos aglomerados (areia em suas diversas granulometrias). 

Um reboco com muito cimento, é um reboco muito rígido, pouco flexível, pouco elástico o que pode vir a causar micro fissuras, dando o aspecto de mapas. É preciso saber dosá-lo para evitar essa patologia. 

Se o reboco tem pouca cal também pode apresentar o mesmo tipo de patologia acima descrita. Daí a necessidade de saber combiná-la adequadamente com o cimento. 

A areia usada também influencia na resistência e no aspecto final do reboco. É preciso tomar muito cuidado com as areias saibrosas, que provocam o mesmo tipo de patologia: fissuras do tipo mapas com posterior desagregação da massa. Mas não devemos descuidar-nos das areias lavadas, pois elas necessitam de algum material (aglomerante) que lhes dê suficiente liga a fim de que possam ser utilizadas sem nenhum inconveniente. 

Outro item importante é o aditivo utilizado para evitar a penetração da água da chuva, ou seja, o impermeabilizante indicado para essa função. Esta questão nem sempre é levada a sério e a conseqüência imediata é o aparecimento de manchas de umidade internamente e desagregação do reboco externamente. 

Experiências mostram que o traço (receita) mais indicado para rebocos externos e/ou internos é 1:2:9 (cimento:cal: areia média lavada) + aditivo impermeabilizante no caso das paredes externas. 

Recomenda-se que o primeiro item a ser levado em conta, não seja o preço mas sim a origem e qualidade da areia. 

Não devemos esquecer que o barato sai caro, principalmente na questão dos rebocos. Quem já teve que refazer rebocos por causa desses defeitos, sabe muito bem o transtorno que é. E quanto custa. 

Portanto, não devemos esquecer que assim como nosso corpo necessita de roupas, as paredes também precisam de proteção para maior vida útil e resistência (pelo menos as externas) a que se destinam. 

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